A influência política na credibilidade da informação

Em 2011 surge no Brasil como uma explosão atômica, o Facebook. A rede social de Mark Zuckerberg entrava naquele momento no gosto do brasileiro. É bem verdade que ela já estava presente no país há algum tempo, porém, é nesse ano que a maior rede social do planeta iria começar a mudar o processo de informação e a formação da consciência da verdade da população.
Nesse fatídico ano, o mundo vê fatos significativos, a população mundial chega aos 7 bilhões de pessoas, o chefe da Al Qaeda, Osama bin Laden, é assassinado durante uma operação das forças especiais americanas depois de dez anos de perseguição. Mas no país tupiniquim o fato que realmente mudou a visão do povo foi quando o ministro do trabalho, Carlos Lupi renunciou, se tornando o sexto integrante do gabinete a abandonar o cargo em seis meses depois de ser acusado de corrupção.
Começava naquele momento uma onda de divergências políticas dentro do mundo “facebookiano”, a rede social passou a dar voz e audiência para pessoas antes desconhecidas de maioria da população. Ideias e opiniões foram jogadas abruptamente para quem queria, ou não, saber de tais conjunturas. A corrupção cravada no coração do governo petista gerou na população a descrença na política, nos políticos e principalmente na imprensa.
A credibilidade do jornalismo nacional foi colocada em xeque, veículos consagrados passaram a ser contestados e enfrentados pelos especialistas das redes sociais. A velocidade da informação já era outra, e a interpretação dos fatos passava a ser individual, fugindo do senso comum imposto pela comunicação de massa igualitária fornecida por esses canais.
Os anos se passaram e a internet cresceu assustadoramente, outras redes sociais surgiram, e consequentemente sua influencia na vida do brasileiro se tornou mais importante do que a imprensa tradicional.
E por que isso aconteceu? Esta é uma indagação que não é simples de responder, hoje o momento é de contestação da verdade absoluta, por onde se olha, avistamos um movimento de negação a conceitos indubitáveis que cercam nossa vida, tudo influenciado por um movimento de direita radical.
É verdade que existe um partidarismo de esquerda na imprensa nacional e que essas empresas de comunicação são as maiores beneficiárias de estatais e de empresas privadas que mantém relacionamentos desonestos com o Estado. Em 2016, por exemplo, segundo a revista Forbes o gasto com publicidade, apenas do governo federal, superou o absurdo de 1,5 bilhão de reais, pagos às entidades de comunicações no Brasil.
A popularização da internet abriu espaço para que as vozes independentes peitassem o discurso vigente. Se não tinham a estrutura profissional para lutarem contra tanta narrativa, tinham ao menos a verdade ao lado. E o estrago foi tamanho que a mídia reagiu no padrão esquerdista: atacou a reputação – denunciando-os como mentirosos – e tentou silenciá-los – num primeiro momento, pela interferência de “fact-checkers”, num segundo, insistindo para que governos regulem as redes sociais.
A verdade é que, salvo por raríssimas exceções, não há jornalismo politicamente livre no ocidente. E só o reconhecimento desta metástase permitirá à sociedade incentivar a busca por novas e seguras fontes de informação.
Agora o que realmente não dá para entender, é que essa busca pela “verdade verdadeira” traga consigo questões que achamos que nunca voltariam às pautas, como por exemplo, a existência da gravidade, e a possibilidade da terra ser realmente plana. Absurdos defendidos com unhas e dentes pela idealização gerada pelas redes sociais, e principalmente pela rejeição a informação tradicional.
Se o viés politico para esquerda é maléfico, para a direita ele se torna nefasto. Quando Charles Darwin descreveu a teoria da evolução ele não deveria imaginar que a mente do brasileiro evoluiria tanto, ao ponto de pensar da forma conservadora como se estivesse na idade média.
É preciso pensar no futuro. E a imprensa que endossa o discurso dos próprios algozes é um atraso que merece ficar no passado. E as informações das redes sociais precisam achar seu lugar, sem distorcer a realidade e a história da humanidade.

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