Dom Quixote

Numa certa cidadezinha
Vivia um jovem magrecela,
Sonhador como uma criança
Por seus livros se encantou.
Se encantou até demais,
Das histórias de cavalaria
Não se livraria mais.
Deixou seus video games,
Esqueceu de seus amigos,
Logo esqueceu os perigos
Decidiu viver o que lia.
Fez uma espada com espeto de churrasco, da vassoura fez um cavalo,
Rossinante era o nome,
Da vassoura galopante.
De uma tampa de panela
Fez seu escudo inquebrável,
Um capacete velho de motoqueiro era seu elmo.
Com roupas de couro sujas e surradas fez uma armadura nada confortável.
Era uma cena diferente,
Hilária, bastante incoerente
Não se demorou,
Como seus heróis de cavalaria para sua primeira aventura se jogou.
Saiu pelo meio da rua
Montado no cabo de vassoura,
Quem via o rapaz
Já sabia que se tratava de uma pessoa nada normal.
Em sua cabeça ele cavalgava em seu lindo cavalo.
Logo chegou a um Castelo
era a escola onde estudava.
Invadio, e foi motivo de risadas.
Seus colegas zombavam daquela figura medonha
Mas ele só pensava, que as pessoas se alegraram com sua chegada.
Não demorou-se muito
Para sua primeira batalha,
Alguns valentões incomodavam uma donzela desamparada.
Decidiu então agir,
Salvar a linda donzela ele foi
Gritou bem alto: – Deixem essa linda donzela em paz seus gigantes.
Todos olharam e começaram a deboxar de sua cara.
Aquilo foi o fim de sua paciência.
Pegou seu espeto de churrasco e espetou um dos inimigos.
Logo, levou um soco na cabeça, mas não sentiu dor por que seu elmo o protegeu.
O outro valentão deu dois chutes em sua barriga, mas eram tantas as roupas de couro que ele nem o sentia.
Amedrontados os valentões fugiram.
A donzela agradecia o abraçou e agradeceu.
Naquele momento ele sabia
que, em todas as batalhas que ganhasse, para ela ofereceria.
Ali nasceu a princesa de seu coração, Dulcinéia, a mais bela de toda a região.
Assistindo aquela luta,
Estava um gordinho comedor.
Virou fã do magrecela
E logo se ajoelhou, lhe pediu para ser servo
E com honras Dom o aceitou.
Agora mais aventuras chegariam, e eles estavam preparados.
A dupla mais querida da literatura
Mais uma vez reunida estava.
Essa é outra caricatura
Do herói de todos nós.
Um louco do bem,
Que acredita sempre na verdade e nas pessoas,
Que em suas trapalhadas
Nos ensina e nos encanta,
Obrigado por existirem
Dom Quixote e Sancho Pança.

 

 

Peça produzida para projeto literário do Colégio Inês Mendes – Barra de S. Miguel – Al.

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